Em reunião nesta terça feira 9, sob a liderança do deputado federal Henrique Alves, o PMDB
decidiu propor ao relator da reforma política, em tramitação na Câmara os Deputados, sugestão do partido para as mudanças que serão apresentadas no relatório do deputado Henrique Fontana (PT-RS).
A proposta que o PMDB defende como mais viável para aprovação na Comissão Especial da Reforma Política, antes de ir à votação em plenário, é o voto distrital misto. Segundo explicação do 1º vice-líder da bancada, deputado Marcelo Castro (PI), a proposta do partido permite inovações sem mudar radicalmente o sistema atual.
Pelo voto distrital misto, metade da banca do Rio Grande do Norte, por exemplo, seria escolhida pelo voto majoritário, sem o atual coeficiente eleitoral, com financiamento privado. Os outros quatro deputados seriam eleitos pelo voto de lista fechada, definida pelos partidos, e com financiamento público de campanha.
As coligações partidárias acabariam. Os suplentes seriam escolhidos, exclusivamente, entre os mais votados da lista fechada de cada partido. Os critérios seriam os mesmos para a Assembléia Legislativa e câmaras municipais.
“São dois modelos que podemos experimentar e, futuramente, optarmos por um ou outro, o que for mais viável”, argumentou o líder da bancada, deputado Henrique Alves. A maior preocupação do líder é com as divergências de opiniões entre os partidos e até no PMDB. “Ninguém tem voto suficiente para defender um dos modelos e aprová-lo com 3/5 da casa”, argumentou.
A bancada do PMDB também levou em consideração pesquisa da Rádio Câmara que apontou, entre a população, 80% de rejeição para as coligações, 70% contra financiamento público de campanha e 60% dos entrevistados contrários ao voto em lista fechada.
0 comentários:
Postar um comentário